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Trump é informado que Rússia tem relatório comprometedor dele, mas Kremlin nega
12.01.2017 enviado às 02:07
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WASHINGTOM (EUA) - Os chefes da inteligência dos Estados Unidos informaram ao presidente eleito, Donald Trump, que agentes russos dizem ter informações pessoais e financeiras comprometedoras sobre ele, reunidas em memorandos que circulam por Washington e que foram divulgados na terça-feira pelos meios de comunicação. A Rússia, por sua vez, negou nesta quarta-feira ter "informações comprometedoras" sobre o presidente eleito dos Estados Unidos.
 
A informação foi apresentada a Trump na última sexta-feira durante um encontro com os diretores das agências de espionagem que deveriam informá-lo sobre a suposta interferência russa da campanha eleitoral, indicou a imprensa.
 
A rede "CNN" disse que nestes relatórios são detalhados contatos que pessoas próximas a Trump teriam realizado com funcionários russos.
 
Também são mencionadas gravações em vídeo de festas com prostitutas que o agora presidente eleito teria participado na Rússia em 2013.
 
"Notícias falsas - uma caças às bruxas total!", reagiu na terça-feira o presidente eleito no Twitter.
 
Por sua vez, o presidente em fim de mandato, Barack Obama, disse à rede NBC que "não comento sobre informações classificadas".
 
A autenticidade das 35 páginas de documentos - datados entre junho e dezembro de 2016 - ainda não foi confirmada por nenhuma fonte, mas detalham contatos que enviados de Trump teriam realizado na República Checa e na Rússia.
 
A CNN indicou que a existência dos memorandos russos foi informada por um ex-agente de inteligência britânico contratado por outros candidatos presidenciais dos Estados Unidos para fazer uma "investigação de oposição" política sobre Trump em meados do ano passado.
 
O FBI, a polícia federal, recebeu a informação em agosto, mais de dois meses antes das eleições presidenciais de 8 de novembro, segundo a CNN.
 
Rússia nega acusação
 
"O Kremlin não tem informações comprometedoras sobre Trump", disse à imprensa o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dimitry Peskov, ressaltando que estas alegações pretendem "minar as relações bilaterais" entre Washington e Moscou.
 
Estas revelações incendiárias ocorrem às vésperas da posse do governo de Trump, marcada para o dia 20 de janeiro.
 
Também provocaram comoção. "Se estas alegações de coordenação entre funcionários da campanha de Trump e agentes de inteligência russos, e as alegações de que os russos comprometeram a independência do presidente eleito forem certas, isso seria realmente alarmante", disse o senador democrata Chris Coons à CNN.
 
Hackers
 
A Rússia foi acusada pela inteligência dos Estados Unidos de ter tentado influenciar na campanha eleitoral com ataques cibernéticos com o objetivo de aumentar as chances de vitória de Trump.
 
Segundo a inteligência, a Rússia teria hackeado os e-mails do Comitê Nacional Democrata e de outras instituições americanas com o objetivo de influenciar na eleição de 8 de novembro.
 
No entanto, os hackers russos não se envolveram na campanha nacional de Trump, indicou na terça-feira o diretor do FBI, James Comey.
 
De acordo com Comey, que compareceu perante a comissão de inteligência do Senado, os russos entraram nos computadores de campanha de Trump nos âmbitos local e estatal, mas não o fizeram nacionalmente.
 
"Não temos nenhum indício de que a campanha de Trump tenha sido hackeada" nacionalmente, indicou o diretor do FBI.
 
Os russos acessaram dados do Partido Republicano, mas foram contas de e-mail "que já não eram utilizadas", explicou o diretor do FBI.
 
As informações que coletaram eram velhas e não foram divulgadas pelos russos, indicou Comey.
 
O Kremlin também nega estas acusações. No entanto, a administração Obama, que entregará o poder a Trump em 20 de janeiro, sancionou em dezembro a Rússia, expulsando 35 diplomatas considerados espiões.
 
De O Dia
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