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Paraíba

Comerciante tem 'escritório na praia' alugando guarda-sol e cadeiras
09.01.2017 enviado às 01:52
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Renda com o trabalho informal pode chegar até R$ 450 por dia, em alta temporada (Foto: Dani Fechine/G1)
JOÃO PESSOA (PB) - Com 59 anos de idade, Ednaldo Borges decidiu que o seu novo escritório seria na praia. “Quem quiser me encontrar, estou aqui”, confessa. Há nove anos, Ednaldo aluga cadeiras, guarda-sol e bebidas nas areias da praia de Tambaú, em João Pessoa. Ele conta que foi o primeiro a chegar na área, onde permanece até hoje. “Perguntou quem é Naldo, todo mundo sabe”, diz.
 
O trabalho é de domingo a domingo, a folga é uma vez por semana, mas o prazer de ter o próprio negócio é diário. Na época de verão, sol mais quente, a criançada brincando na praia, o faturamento compensa. Em dias normais, a renda atinge R$ 300. Na alta temporada, pode chegar a até R$ 450 nos dias de maior movimento.
 
Antes de montar a empresa informal “Guarda-Sol do Naldo”, Ednaldo também trabalhava com vendas, mas de forma terceirizada e que não dava o mesmo retorno que tem hoje. “Eu fui em Recife e vi o pessoal fazendo isso, então eu trouxe a ideia para cá”, conta.
 
Morava na cidade de Caruaru, em Pernambuco, mas há quinze anos vive em João Pessoa com a esposa. “Aqui eu sou o patrão”, ressalta Ednaldo. Com isso, a renda é maior, mesmo que ainda precise pagar três empregados.
 
Com as barracas prontas para ser montadas, Ednaldo chega na praia às 7h30, se ajeita no escritório embaixo do seu guarda-sol e só vai embora quando o sol já está se despedindo. A concorrência parece ser alta, já que a cada 100 metros, no máximo, um novo empreendedor está pronto para também fazer o seu negócio com aluguel de cadeiras. Mas, Ednaldo garante que no final do dia, todos ganham.
 
Apesar das incertezas, o trabalho dá prazer a Ednaldo. Durante a semana, o público é menor. No inverno, os clientes também diminuem. “Gostava do meu trabalho também, mas as vendas caíram e optei por isso aqui. Vim direto nesse negócio e deu certo”, declara.
 
Ele é casado e não tem filhos. O desejo, quando ainda cursava o ensino médio, era ser advogado, mas acha que agora, com 59 anos, não tem mais idade para isso. No entanto, o sonho se mantém vivo. “Ainda não deu, mas vamos lá. Por enquanto, sigo por aqui. De Tambaú ao Cabo Branco, perguntou por Naldo, alguém sempre aponta a direção”.
 
Do G1PB
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