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Caminhão atropela pedestres e deixa 4 mortos em Israel
08.01.2017 enviado às 14:35
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Forças de segurança de Israel e médicos trabalham em local onde um caminhão atropelou pessoas em Jerusalém, Israel (Imagem: G1)
JERUSALÉM (ISRAEL) - Um caminhão dirigido por um palestino colidiu com pedestres em uma avenida popular em Jerusalém no domingo (8), matando quatro pessoas e ferindo 15 em um ataque deliberado, informou a polícia e serviços de emergência israelenses.
 
A polícia identificou o motorista como um palestino da Jerusalém Oriental, área anexada a Israel, e disse que ele foi morto a tiros. Em um comunicado citado por agências internacionais, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que "todos os sinais" indicam que o suspeito era partidário do Estado Islâmico. "Nós cercamos Jabel Mukabar, o bairro de onde ele veio, e estamos realizando outras ações que não vou detalhar", diz no texto.
 
Netanyahu, que visitou o local do ataque com o ministro da Defesa Avigdor Lieberman, afirmou ainda que "definitivamente pode haver uma conexão" entre o episódio e os recentes atentados na França e na Alemanha, segundo a Associated Press.
 
Este foi o pior ataque palestino em Jerusalém em meses e atingiu soldados que desembarcavam de um ônibus que os levava para o passeio em Armon Hanatziv, um calçadão com uma vista panorâmica da Cidade Velha murada.
 
"É um ataque terrorista, um ataque de atropelamento", um porta-voz da polícia disse à Rádio Israel.
 
A polícia disse que os mortos, três mulheres e um homem, têm por volta de vinte anos. A identidade deles será divulgada somente depois que as famílias forem notificadas.
 
O chefe da polícia Roni Alsheich disse que o motorista era palestino de Jerusalém Oriental. Ele disse que o homem pode ter se inspirado pelo ataque em Berlim, que matou 12 pessoas no mês passado ao entrar com um caminhão num mercado de Natal.
 
"É certamente possível ser influenciado assistindo TV, mas é difícil entrar na cabeça de cada indivíduo para determinar o que o levou, mas não há dúvida de que essas coisas têm um efeito", disse Alsheich a repórteres.
 
Uma onda de ataques de rua palestinos, incluindo atropelamentos de veículos, diminuiu em grande parte, mas não parou completamente desde que começou em outubro de 2015.
 
Imagens de câmera de segurança mostraram o caminhão avançando em direção aos soldados, e depois depois de uma lacuna que aparentemente incluía cenas de carnificina, dando ré sobre eles.
 
Um motorista de ônibus de Israel que testemunhou o incidente disse à rádio que o caminhão se chocou com um grupo de soldados, eles dispararam contra o motorista, que mudou de direção e foi para cima deles novamente.
 
"Em uma fração de segundo eu olhei para a minha esquerda e vi o que eu só posso descrever como um caminhão em alta velocidade que me lançou ao ar", um segurança identificado apenas como "A" disse à rede de TV Canal 10.
 
"Foi um milagre que a minha pistola permaneceu em mim. Eu atirei em um pneu, mas percebi que não adiantava porque tem muitas rodas, então eu corri para frente da cabine e atirei nele até esvaziar meu cartucho. Quando eu terminei de atirar, outros soldados miraram e também começaram a disparar."
 
Equipes de resgate disseram que cerca de 15 pessoas feridas estavam espalhadas pela rua na calçada de Armon Hanatziv com vista para a cidade velha murada de Jerusalém. Eles foram levados para vários hospitais em Jerusalém.
 
A emissora de TV "Canal 10" disse que o guia de turismo dos soldados também disparou contra o motorista do caminhão.
 
Como morador palestino de Jerusalém Oriental, que Israel considera parte de sua capital, o motorista do caminhão teria identidade israelense e poderia se movimentar livremente por toda a cidade.
 
Histórico
 
Ataques de rua palestinos nos últimos 15 meses mataram pelo menos 37 israelenses e dois americanos visitantes.
 
Pelo menos 231 palestinos foram mortos na violência em Israel, na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza durante esse período. Israel diz que pelo menos 157 deles foram assaltantes em ataques solitários, muitas vezes visando as forças de segurança e usando armas rudimentares, incluindo facas de cozinha. Outros morreram durante confrontos e protestos.
 
Israel diz que uma das principais causas da violência tem sido o incitamento da liderança palestina, com jovens homens encorajados a atacar soldados israelenses e civis.
 
A Autoridade Palestina, que exerce um auto-governo limitado na Cisjordânia, nega essa alegação e diz que assaltantes agem por causa da frustração sobre a ocupação israelense em territórios palestinos que buscam um estado de paz em negociações paralisadas desde 2014.
 
Hamas
 
O grupo islâmico palestino Hamas elogiou o ataque deste domingo.
 
"Nós abençoamos esta operação heróica que resiste à ocupação israelense para forçá-la a parar seus crimes e violações contra nosso povo", disse o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, à agência de notícias Reuters.
 
Do G1
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