Publicidade
|
Política

Prefeito de Gurinhém pode ser cassado por suposta compra de votos
04.01.2017 enviado às 01:34
Texto:
GURINHÉM (PB) - Empossado há três dias, o prefeito do município de Gurinhém, Cláudio Freire Madruga, pode ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral e deixar a chefia do Poder Executivo antes mesmo de chegar o carnaval. O novo gestor está sendo acusado de comandar um esquema de compra de votos envolvendo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município. O advogado do prefeito, José Augusto Nobre Neto, nega as acusações e afirma que a denúncia é fruto de um desespero político da parte derrotada na campanha.
 
Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi impetrada pelo ex-gestor Tarcísio Saulo de Paiva, que acusa o atual prefeito de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio e pede a cassação e a inelegibilidade de Cláudio Madruga por 8 anos. Madruga venceu as eleições por uma diferença de apenas 19 votos.
 
De acordo com a ação impetrada na Justiça Eleitoral, o crime teria ocorrido por meio de pagamento de mensalidades atrasadas de filiados ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Gurinhém. Constam nos autos do processo que os pagamentos ultrapassaram a quantia de mil reais e quitaram os débitos dos sindicalizados em troca de votos.
 
“Todos os indícios apontam para uma fraude enorme no referido sindicato, havendo provável conluio entre a chapa eleita, os candidatos a vereador Acácio e Romero e o presidente do sindicato, com o intuito de fraudar a liberdade do voto, por meio de favorecimento financeiro dos filiados e do próprio sindicato”, diz a peça jurídica.
 
Advogado nega acusações
 
O advogado José Augusto Nobre Neto, que atua na defesa do prefeito de Gurinhém, Cláudio Freire Madruga, disse que a ação movida pelo ex-prefeito é fruto de desespero de quem perdeu as eleições. Segundo ele, a ação não tem fundamento e está repleta de inverdades. “Essa é uma prática comum na história política  do ex-prefeito e foi assim que fez sua campanha”, comentou o advogado, afirmando que: “Quem tiver esperando por novas eleições em Gurinhém deverá aguardar a chegada de 2020”.
 
Ele afirmou que o ex-prefeito fez uma campanha repleta de “mentiras e de compra de votos”, porém tenta manchar a vitória do prefeito Cláudio Madruga com acusações levianas. “Infelizmente, para tentar criar factóides, o ex-prefeito, juntamente com Aguinaldo Freire, já condenado pela Justiça Eleitoral por espalhar notícias inverídicas, montaram depoimentos, forjaram declarações e cooptaram aliados seus para tentar macular a história de vida do prefeito Cláudio Madruga e desqualificar sua vitória”, argumentou o advogado.
 
Segundo ele, basta uma rápida leitura nos autos da ação, para se ter a certeza que o prefeito legitimamente eleito nunca teve contato com nenhuma das pessoas citadas e nunca ofereceu vantagens a ninguém, mesmo porque sua campanha foi feita de forma limpa e legítima. “Confiamos plenamente na Justiça e temos certeza que a demanda será julgada improcedente, reconhecendo a legitimidade dos votos conferidos ao prefeito Cláudio Madruga que tem muito mais que uma ficha limpa, tem uma vida limpa”, afirmou o advogado.
 
Do Correio Online
Compartilhe:
 
Comentários

Notícias Relacionadas

»Deputado diz que dobradinha com Camila Toscano está foram de discussão

»Roberto Paulino defende nome de Raimundo Lira para 2018

»Deputado Raniery Paulino fica surpreso com apoio de Toscano

»Presidente da ALPB é contra reforma da Previdência e da lista fechada

»Rômulo é chamado de "golpista" em evento no interior da PB; Veja vídeo

»Dirigente do PMDB de GBA lança chapa Cartaxo/Raniery para 2018

»Nelson Jobim diz que direita não pode impedir candidatura de Lula

»Cassio e Maranhão tentam na esfera jurídica cassar RC, diz blog do WS

»Prefeito de Guarabira admite dobradinha com Paulinos para 2018

»Na reunião do PMDB, Raniery vai defender projeto próprio para 2018

 
 
 
Editorial do dia

A partida de Marcelo, o “dom” da serenidade

Um engasgo na hora do jantar matou ontem à noite o arcebispo emérito da Paraíba, Dom Marcelo Cavalheira, de 88 anos, aquele em quem nunca faltaram palavras para pregar o amor, a paz e a tolerância entre os homens.

Veja mais
 
Colunistas
Antonio Cavalcante
Justiça poética
Mais Lidas