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Saúde

Fiscalização interdita duas clínicas odontológicas em João Pessoa e dentista é preso
14.12.2016 enviado às 00:12
Texto:
Material apreendido durante a fiscalização (Imagem: Portal Correio)
JOÃO PESSOA (PB) - O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon) em ação conjunta com a Anvisa Federal; Agevisa, Gerência de Vigilância Sanitária de João Pessoa (GVS), Conselho Regional de Odontologia (CRO), Corpo de Bombeiros; Polícia Civil; representante da OAB/PB e Fisco Estadual interditaram nesta terça-feira (13) duas clínicas odontológicas na Capital e um dentista foi preso por falsificação de implantes.
 
O caso mais grave, segundo o MP-Procon, ocorreu no Centro Paraibano de Reabilitação Oral (Cenpro), localizado no bairro de Tambaú, na Zona Leste de João Pessoa, onde um dentista foi preso porque foram encontrados implantes falsificados e implantes vencidos. A prisão ocorreu com base no artigo 273 do Código Penal que trata do crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. A clínica foi interditada por falta de condições sanitárias.
 
A outra clinica interditada, conforme antecipou o Portal Correio, foi o Núcleo de Estudos e Aperfeiçoamento Odontológico (Neao), uma clínica escola que trabalha com especialidades odontológicas e cursos de graduação e pós-graduação que fica localizada no bairro do Cabo Branco, também na Zona Leste da Capital.
 
De acordo com o promotor de Justiça e diretor do MP-Procon, Glauberto Bezerra, várias irregularidades foram detectadas pelas equipes de fiscalização e segurança. “Foram encontrados medicamentos vencidos, condições de acessibilidades precárias, além de equipamentos sem segurança necessária”, disse, acrescentando que a Polícia vai instaurar inquérito para apurar o fato.
 
O Corpo de Bombeiros interditou a parte superior da Neao onde funciona a parte teórica por causa de irregularidades detectadas, principalmente com relação à acessibilidade e segurança, e deu um prazo de 15 dias para que essas questões sejam corrigidas. O CRO encontrou irregularidades na documentação dos alunos, muitos atuando em pós-graduação sem apresentar registro de inscrição no órgão.
 
Já a GVS interditou a parte da escola que funciona no térreo por encontrar material de trabalho e medicamentos vencidos, esterilizações precárias em alguns equipamentos que são utilizados em procedimentos dentários, entre outros processos de higienização.
 
A equipe do Fisco Estadual estipulou também prazo para que os responsáveis apresentem todas documentações dos equipamentos que estão em uso na clínica.
 
A redação do Portal Correio tentou falar com representantes do Cenpro e do Neao, mas não foi possível estabelecer contato.
 
Do Portal Correio
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