Publicidade
|
Religião

Através de carta apostólica, Papa concede a padres decisão de perdoar quem comete abortos
21.11.2016 enviado às 21:59
Texto:
ROMA (ITÁLIA) - O papa Francisco concedeu hoje aos sacerdotes a decisão de absolver ou não as pessoas que cometeram aborto e procuram a Igreja Católica para se redimir. A orientação foi publicada na carta apostólica Misericordia et Miseria, divulgada pelo Vaticano. O texto marca o encerramento do Ano Santo do Jubileu, que foi dedicado ao tema da misericórdia. A informação é da Agência Ansa.
 
A carta apostólica estabelece uma série de novas instruções para que a misericórdia seja adotada como prática diária entre os católicos. Dessa forma, os sacerdotes ficam livres para decidir perdoar ou não uma pessoa que cometeu aborto. Isso abre caminho para médicos e mulheres que já cometeram ou participaram de abortos. Até hoje, os dois eram impedidos automaticamente de comungar na Igreja e o status só podia ser revertido em casos específicos por bispos ou delegados.
 
"Com todas as minhas forças, digo que o aborto é um pecado grave, porque coloca fim a uma vida inocente", afirmou o papa. Mas peço aos sacerdotes que sejam guias e deem apoio e conforto no acompanhamento dos penitentes", ressaltou o líder católico "Para que nenhum obstáculo se coloque entre o pedido de reconciliação e o perdão de Deus, concedo, a partir de hoje, a todos os sacerdotes, na força de seus ministérios, a faculdade de absolver os que os procuram pelo pecado do aborto", determinou Francisco.
 
Além da questão do aborto, o papa validou as confissões celebradas por sacerdotes lefebrvianos e oficializou o trabalho dos "missionários da misercórdia", postos criados durante o Jubileu para "escutar e perdoar os fiéis". No texto, Francisco disse que a misericórdia é um "valor social" que deve "restituir a dignidade de milhões de pessoas". Por isso, ele também criou o Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado em toda a Itália católica.
 
Em um claro recado à ala conservadora do Vaticano, o papa escreveu em sua carta apostólica que "nada que um pecador arrependido coloque diante da misericórdia de Deus pode permanecer sem o seu abraço e o seu perdão. Comunicar a certeza do Deus que ama não é um exercício retórico, mas uma condição de credibilidade do próprio sacerdócio", disse Francisco. Jorge Mario Bergoglio também usou a carta para responder a quatro cardeais conservadores que lhe haviam questionado sobre a exortação apostólica Amoris Laetitia (A Alegria do Amor), lançada em 8 de abril e que fala sobre a família na sociedade atual. Assinada pelo cardeal Raymund Leo Burke, a carta acusa Francisco de apoiar o reconhecimento do divórcio. Como o papa não respondeu ao documento, os cardeais resolveram torná-lo público.
 
"Quando o caminho da vida nupcial é interrompido pelo sofrimento, pela traição e solidão, a experiência da misericórdia nos permite olhar para todas as dificuldades com a atitude do amor de Deus, que não se cansa de acolher e de acompanhar", ratificou Francisco. Dessa forma, o papa pede, mais uma vez, que cada caso de separação matrimonial seja analisado de maneira independente pelos sacerdotes.
 
O Ano Santo Extraordinário da Misericórdia foi encerrado ontem (20), com uma missa celebrada por Francisco no Vaticano diante de 70 mil pessoas. Tradicionalmente, o Jubileu acontece somente a cada 25 anos. O último tinha sido em 2000, portanto, só ocorreria em 2025. Mas Francisco resolveu convocar um Jubileu extraordinário com o tema da Misericórdia. O Ano Santo foi iniciado em novembro de 2015 e encerrado agora.
 
Da Agência Brasil
Compartilhe:
 
Comentários

Notícias Relacionadas

»Evangélica quebra imagem de Nossa Senhora e causa revolta entre os católicos; Veja o vídeo

»Pastor Valdemiro Santiago, após sofrer facada no pescoço, pede doação de R$ 8 milhões a fiéis

»Apóstolo Waldemiro Santiago leva facada no pescoço durante culto em SP

»Igreja critica divulgação de suspeitas de pedofilia na Paraíba investigadas em segredo

»Dom Lucena envia mensagem de Natal ao povo de GBA e do Brejo

»Morre em São Paulo aos 95 anos o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns

»Pastor Alexandre, da Sara de GBA, será entrevistado por Fato a Fato

»Padre Adauto é criticado e elogiado por grupos de jovens nas redes sociais

»Padre Fábio de Melo revela que pulava muro de seminário para namorar

»Comunidade Sara Nossa Terra de GBA realiza novo Revisão de Vidas

 
 
 
Editorial do dia

Luís Pequinês, um guarabirense

Luís Paiva, antes de ser um guarabirense que se tornou conhecido e sem dúvida será lembrado por muito tempo, foi um nordestino que, como tantos outros, resolveu cedo buscar no “sul maravilha" as oportunidades negadas, por certo, em sua terra natal.

Veja mais
 
Colunistas
Antonio Santos
Antonio Cavalcante
Justiça poética
Profº Jorge Lucena
Programa a Visão do Brasil
Mais Lidas