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Entrevista
Mallaguty avisa que “disputará 2018” e PMDB de GBA tem de mudar métodos de campanha
30.10.2016 enviado às 22:31
Texto:
Vereador Armando Mallaguty, vice-presidente do PMDB de Guarabira (Imagem: Fato a Fato)
GUARABIRA (PB) – O vereador Armando Rodrigues de Oliveira (Mallaguty), vice-presidente municipal do PMDB, em entrevista exclusiva para Fato a Fato, afirma que o partido ainda não modernizou seus métodos de campanha, sobretudo em Guarabira, por isso defende novas condutas no exercício da “caça aos votos”. 
 
Em determinado trecho da entrevista, o vereador, que esse ano não disputou a reeleição (motivos já expostos), manda um recado ao PMDB guarabirense: “Pretendo disputar o pleito de 2018 como deputado estadual ou federal, a depender da posição de Raniery Paulino”.
 
Em relação a campanha de prefeito do último dia 2 de outubro, Mallaguty disse que o gestor e candidato a reeleição trabalhou de forma silenciosa. “Mala” também cita o fato de Zenóbio ter a máquina municipal em seu favor. “Foi uma luta desigual. A Prefeitura e o Governo do Estado contra nós. Mesmo assim, acho que saímos fortalecidos”, avaliou.
 
O vereador Armando Mallaguty ainda falou sobre suas preferências para governador e senador da Paraíba, além de outros temas ligados a política. 
 
VEJA A ENTREVISTA COMPLETA:
 
FATO A FATO - Como avalia as eleições municipais em Guarabira. Mesmo com tantas adesões, uma candidata boa de voto e o PMDB não conseguiu eleger o próximo prefeito?
MALLAGUTY - Em Guarabira nós tivemos uma série de eventualidades que enfraqueceram a oposição legitima que fez o PMDB de Guarabira durante esses quatro anos. Uma delas sem dúvidas foi à fragmentação das oposições. Por outro lado temos um politico experiente, com muito recurso financeiro e apoio de uma parcela importante do grande empresariado guarabirense e à frente da máquina pública municipal. É notório que tivemos um pleito desigual, e ainda assim nos mantemos muito bem em relação à expressividade de votação. 
 
FATO A FATO - Se a ala girassol estivesse aliada ao PMDB, o partido teria conseguido eleger o prefeito? Qual sua opinião a esse respeito?
MALLAGUTY - Caro amigo, esse é um cenário difícil de avaliar, mas o que é nítido para mim, que contribuo com a construção do partido é que hoje há um acirramento e também uma rejeição muito grande de nossa militância para com os girassóis. A perspectiva era a soma, realmente, mas também poderíamos ter a subtração de votos dos que não aceitam o diálogo com esse grupo. 
 
FATO A FATO - Na sua visão, qual foi o grande acerto de Zenóbio?
MALLAGUTY - Sem dúvidas o prefeito politicamente foi muito estrategista. Fez uma campanha mais silenciosa e de bastidores. Não vejo grandes acertos em sua gestão, e que não me compreendam mal. Não digo que sua gestão tenha sido um total marasmo administrativo, entretanto, não enxergo nela um grande motivador para a consolidação de sua vitória no pleito eleitoral recente. 
 
FATO A FATO - Quais serão os próximos passos do PMDB de GBA? Acha que deve modernizar as campanhas ou seguir no mesmo rumo?
MALLAGUTY - Este é um momento reflexivo, sem dúvidas. Acredito que é interessante uma revitalização das forças e uma repaginada nos métodos de fazer campanha, sim. É importante. 
 
FATO A FATO - Como projeta o PMDB estadual para a campanha de 2018. Terá candidatura própria ao Governo do Estado ou vai a reboque de PSDB e PSD? O que o senhor defende?
MALLAGUTY - Penso que o PMDB sai dessas eleições municipais mais maduro. Somos cientes de que um projeto político se faz com aliança e desprendimento. Perdemos importantes cidades para o nosso projeto, da mesma forma que o PSB. O estado e sobretudo a região brejeira não tem sido bem assistidos pelo governo do estado, e é evidente que precisamos de uma gestão diferente, e é notório o desgaste da gestão Ricardo e eu pessoalmente vejo que é momento de traçarmos um projeto voltado para unidade das forças políticas de nosso estado pelo bem e por amor à Paraíba. Não vejo dificuldade no diálogo do PMDB com o PSDB ou PSD! 
 
FATO A FATO - Qual seria “sua chapa” para 2018. Em quem vai votar para deputado estadual, federal, senador e governador?
MALLAGUTY - Torço para que a Paraíba renove suas estruturas administrativas. Acredito bastante que a juventude, o carisma, o entusiasmo, a competência e a experiência de ter exercido diversos cargos e funções públicas põem o atual prefeito da capital Luciano Cartaxo em evidência, podendo selar a unidade política pela recondução do estado ao crescimento. Acredito que Cássio fez um grande trabalho no senado, exercendo papéis de destaque nacional assim como o senador Raimundo Lyra, e havendo convergência não sinto dificuldade em votar em ambos. Penso que Raniery tem gabarito e está preparado para uma indicação à majoritária ou para a disputa por uma vaga na Câmara Federal e aí será um opção dele e claro terá meu apoio incondicional. 
 
FATO A FATO - Como vê Roberto Paulino em Guarabira numa possível aliança de Cássio e Maranhão em nível estadual?
MALLAGUTY - Vejo com tranquilidade. De qualquer forma é esperado que o PMDB tenha um palanque próprio em nossa cidade, caso a nível estadual se alie ao PSDB ou mantenha a aliança com o PSB. Os grupos políticos não sofrem interferência em suas realidades locais e isso é até vantajoso para os que disputam na cabeça de chapa. Cabe aos militantes compreenderem a necessidade de alianças para concretização de um projeto político. 
 
FATO A FATO - Vais disputar algum cargo eletivo em 2018? Qual seria seu futuro na política de GBA e do Brejo?
MALLAGUTY - Penso em fazer uma dobradinha entusiasta aqui em Guarabira, podendo me lançar a Deputado Estadual ou Federal só dependendo do posicionamento de nosso líder Raniery.  Acredito que o meu mandato foi de uma contribuição importante para Guarabira, assim como são minhas atividades empresariais e aí abrange o brejo como um todo e sinto que com minha participação política posso contribuir ainda mais. 
 
FATO A FATO - Em nível nacional, o que espera de Michel Temer? Ele é classificado como um dos principais arquitetos do Golpe contra Lula e Dilma?
MALLAGUTY - Eu me preocupo um pouco com a expressão “golpe”, apesar de achar que a via do voto seria mais prudente para chegarmos ao governo, entretanto passamos por um processo legitimado por sua existência e legalidade constitucional. O país passava por uma situação difícil economicamente e precisávamos assim como precisamos na Paraíba de uma força unificadora das expressões políticas para atingirmos um equilíbrio. Temer tem demonstrado competência em superar algumas questões, mas sobretudo o seu equilíbrio e abertura ao diálogo tem criado no país um clima de estabilidade política. 
 
FATO A FATO - Na sua opinião, Lula e Dilma são culpados daquilo que lhes acusam?
MALLAGUTY - O que eu acredito é que temos que seguir o princípio da legalidade. A constituição propõe o principio da presunção de inocência. Dilma e Lula foram agentes políticos importantes para nossa história, e como todo político e administrador, estão fadados a erros e acertos. A justiça tem investigado a respeito, o que se sabe é que eram circundados por um covil de gente sem caráter, que saqueou o Brasil.
 
Por Antonio Santos
Editor de Fato a Fato
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