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Empreendedor
Paula Fernandes rebate críticas: "Sou profissional, isso incomoda"
16.04.2016 enviado às 00:28
Texto:
Cantora teve pequeno problema no Domingão do Faustão (Imagem: Da Net)
SÃO PAULO (SP) - O Espaço Empreender desta semana publica entrevista com a cantora e compositora mineira Paula Fernandes. "Pegando carona" em material do UOL, Fato a Fato expõe a veia sertaneja da contora, sua beleza e competência para compor o que o público quer ouvir.
 
 - São 9h30 da manhã e Paula Fernandes se divide entre duas funções. Com uma mão, capricha na feitura dos cachos do próprio cabelo; na outra, conversa com a reportagem do UOL. "Acho que é dom de mulher. A demanda é muito maior para gente", ela brinca.
 
O bom humor matutino tem razão de existir. Nos dias 15 e 16, ela grava um novo DVD, no Citibank Hall, em São Paulo. Promete convidado especial, uma produção mais clean --"para ressaltar a beleza da artista", ela observa --e figurino de roqueira.
 
Seria mais um passo para se distanciar do sertanejo que a lançou? "Eu tenho muito orgulho da minha raiz sertaneja, mas eu, como compositora, não posso me reprimir", explica, enquanto se prepara para gravar uma participação no programa "Caldeirão do Huck", na mesma Rede Globo que supostamente poderia puni-la na geladeira por reclamar do violão desafinado no "Domingão do Faustão". "Sinceramente, eu vejo isso coisa de gente à toa", rebate. "Sou profissional e isso deve incomodar".
 
É o momento em que ela dispara a falar mesmo, ainda que rindo. Critica quem cria fofocas, em especial uma montagem em que ela aparece ao lado da presidente Dilma Rousseff, como "prova" de seu apoio ao governo. "Eu não quero corrupção no poder, como qualquer brasileiro. A pessoa que está no poder tem que pensar no bem comum, e não no bem próprio".
 
ACOMPANHE A ENTREVISTA:
 
UOL - Você está acostumada a grandes produções no palco. Como vai ser a gravação do novo DVD?
Paula Fernandes - Optei por figurinos mais clean, com a pegada mais rocker. Optei pelo preto. Eu tenho um histórico de shows mais cênicos e optei agora por algo mais enxuto para ressaltar a beleza da artista. Vai ter participação especial com Sandy, que vai cantar comigo uma música bastante importante para mim. Algumas inéditas, mas a base do trabalho é o CD "Amanhecer". Esse show começa com o anoitecer, passa pela madrugada e termina no amanhecer.
 
UOL - Em qual dessas três fases você funciona melhor?
Paula - Na madrugada. É o horário que parece que eu estou na solidão do mundo, sabe? É uma questão de energia, acho. Sou muito produtiva nessa hora.
 
UOL - Você foi ao show do Coldplay no no Rio de Janeiro. O pop está te influenciando cada vez mais?
Paula - Muito. Eu tenho muito orgulho da minha raiz sertaneja, mas eu, como compositora, não posso me reprimir. Eu sou muito eclética, ouço de tudo. Eu não tenho preconceito. Sou uma representante da música popular brasileira. Na hora da produção, a própria música pede o que deve ser feito com ela. Outras canções eu já acho que ficam melhores só com voz e violão. Simples assim.
 
UOL - Você costuma fazer uma maratona de programas, gravações de DVDs, lançamentos de discos. Como manter a criatividade e a liberdade artística com uma agenda apertada?
Paula - É bastante pesado. Não sei se isso é dom de mulher. A demanda é muito maior para nós. Enquanto eu falo com você, eu mexo no meu cabelo. Eu mesmo que faço minha maquiagem e meu cabelo. É um dom feminino. E eu também sou bastante disciplinada. Se eu não fosse, passaria aperto. Não sou uma mulher de desculpas, eu gosto de realizar e fazer bem feito.
 
UOL - Você ainda vai à Globo para gravar por lá, justo quando surgiu a história de que você poderia ir para a geladeira da emissora após reclamar do violão desafinado no Faustão.
Paula - Não entendi nada, sinceramente. Sempre fui bem recebida no Faustão. Existe muito respeito entre a gente. Minha relação com a Rede Globo sempre foi uma parceria produtiva e de respeito. Não entendi a falta de criatividade dessas pessoas que se dizem jornalistas. Acho muito indigno viver de invenção e fofoca. Não aconteceu nada, e eu não xinguei palavrão. Falei "caraca", que tem até em música. Tem gente dizendo que eu estou apoiando partido político.
 
UOL - É uma foto que você está ao lado da presidente Dilma Rousseff?
Paula - Uma foto de 2012 que eu participei de uma campanha contra acidente de trânsito. Fui lá em Brasília e ofereci minha imagem para conscientizar o quão importante é não dirigir bêbado. Mas pegam uma foto qualquer, fazem uma montagem. Está faltando o que fazer, né? Não apoiei nenhum tipo de partido, sempre tive essa conduta. Eu não quero corrupção no poder, como qualquer brasileiro. A pessoa que está no poder tem que pensar no bem comum, e não no bem próprio.
Quanto ao violão desafinado, é algo extremamente comum de acontecer.
Na verdade eu sou profissional, e isso deve incomodar (risos).
 
UOL - Foi um problema na passagem de som?
Paula - Eu acredito que, na hora de trocar o cenário, meu roadie afinou o violão, mas sempre está muito frio, né? Ele pode não ter conseguido [afinar] na hora de me entregar o violão, acho que esse foi o erro. Agora eu te dou certeza que era o ar-condicionado. Quando está muito quente também desafina. Sinceramente, eu vejo isso como coisa de gente à toa. É só um violão desafinado com uma cantora que falou "caraca". Tenho que achar graça (risos).
 
UOL - Você sabe que ultimamente tudo se torna viral, principalmente o que acontece na TV.
Paula - Pois é, tem tanta coisa importante para se dizer. Essa informação vai mudar a vida de quem? Ô, meu pai amado!
 
Por Tiago Dias (Do UOL, em São Paulo)
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