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Editorial
O poder e a criminalidade
11.01.2017 enviado às 23:42
Texto:

Caríssimo leitor;
 
Se uma moto com duas pessoas diminui a velocidade e eles olham para um transeunte, a suspeita é que são assaltantes, porque essa é uma modalidade de crime que só cresce. Se um desconhecido busca uma sombra e observa a área, deve estar procurando a próxima vítima. Ninguém espera o ar quente sair do carro para entrar, temendo uma abordagem. As calçadas deixaram de ser locais de encontro de vizinhos.
 
O medo é uma realidade que limita cada dia mais a vida das famílias paraibanas, seja nas grandes ou pequenas cidades, onde os bandos chegam atirando para todos os lados, acuam a Polícia e explodem agências bancárias e dos Correios. Já fecharam ruas até na Capital com o mesmo objetivo. E com sucesso.
 
A percepção da violência não decorre apenas do enorme número de homicídios e de assaltos a bancos, mas principalmente dos crimes tidos como menores, mas que ocorrem em grande quantidade, e o governo sequer tem estatísticas.
 
Nas delegacias somos informados que assaltos pequenos – grande só os a bancos ou grandes lojas – não são investigados. Por isso, os cidadãos também só perdem tempo fazendo o registro quando os criminosos levam seus documentos e cartões de crédito, para o caso de precisarem comprovar na Justiça que são vítimas.
 
O medo só cresceu após as chacinas em presídios. Se o Estado brasileiro não tem o controle do que ocorre nas prisões, imagine nas ruas. A governadora Suely Campos, de Roraima, assumiu que não pode garantir a vida de presos, na guerra de facções. Pediu ajuda federal. O do Amazonas, também. O poder maior já não é do Estado; é dos criminosos.
 
Na primeira semana do ano, a Paraíba também foi manchete por duas mortes em presídio, e levou o presidente do PSDB, Ruy Carneiro a cobrar ao governo um plano para conter a violência contra os cidadãos: “Todos os dias ouvimos relatos de pessoas assaltadas enquanto caminham, na volta do trabalho, no carro, em um estabelecimento comercial, dentro de suas residências, no ônibus. Não há mais lugar seguro. Estamos entregues aos bandidos e o governo nada faz”.
 
Precisamos daquele Ricardo Coutinho que apareceu no guia eleitoral de 2010 e garantiu que resolveria a violência em seis meses. Já se foram seis anos. O momento exige atitude.
 
Por Lena Guimarães (jornalista, colunista do Portal Correio)

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