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Editorial
Plantando na seca
29.12.2016 enviado às 11:47
Texto:

Caríssimo leitor;
 
Na última semana de 2016, período festivo em que muitos já se entregaram ao repouso e o convívio familiar integral, há quem planeje o próprio futuro político.
 
A simpatia dos moradores e filhos do Nordeste, que se espalharam por todas as regiões do País, foi fator fundamental para eleger e reeleger o pernambucano Lula, e sua sucessora, a mineira radicada no Rio Grande do Sul Dilma Rousseff. Pensando nisso, candidatos a candidatos ao Planalto começam a buscar na região eleitores para uma disputa em 2018.
 
Pensando numa disputa interna no PSDB pela cabeça da chapa, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deu uma cartada em novo gesto político ao emprestar bombas hidráulicas para mitigar a seca no Nordeste. O tucano assinou termo de cessão dos equipamentos para a Paraíba e Pernambuco, com discurso nacionalizado.
 
O empréstimo, por quatro meses, teria potencial de beneficiar quase 2,5 milhões de pessoas, apesar da região só abrigar 1 milhão. Pernambuco e Paraíba são comandados pelo PSB, sigla do vice de Alckmin, Márcio França, e que cobiça a sua filiação para lançá-lo candidato a presidente.
 
Por outro lado, há defensores do nome do paraibano numa composição de chapa para a Presidência. Uns sonham alto, com Ricardo Coutinho na cabeça. Outros, mais comedidos, acreditam num vice com direito a atuação.
 
Além do momento de grave estiagem que a região enfrenta, num das piores secas em meio século, é nesses Estados em que está a maior expectativa para a redenção com as águas da transposição do rio São Francisco - projeto iniciado pelo pernambucano Lula (ainda tido como principal nome do PT para voltar ao Planalto).
 
O atraso da obra, prometida inicialmente para 2010, só alimenta a desesperança do sertanejo. O ato do governador de São Paulo, Estado que enfrentou severa estiagem há alguns anos, tenta aproximar sua experiência como gestor da crise hídrica paulista da solução para a falta d’água no Nordeste.
 
Já no outro extremo do duelo tucano, o senador Aécio Neves (MG), reconduzido por um ano à presidência do PSDB, que pleiteia nova chance de disputar a presidência do Brasil.
 
Enquanto não chega a água, nem bombas adiantam.
 
Por Lena Guimarães (jornalista, colunista do Portal Correio)

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