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Editorial
Sobre aplausos, breu e brilho
27.12.2016 enviado às 16:02
Texto:

Caríssimo leitor;
 
O que era para ser a noite da cultura se transformou na noite do breu. E, por conta desse breu, que o ator Edilson Alves, diretor da peça “Como se nasce um cabra da peste”, em cartaz desde 1993, informou ao público que não seria possível concluir o espetáculo que marcaria a entrega da reforma do Teatro Santa Roza. 
 
O motivo: uma queda de energia que impossibilitou dar continuidade ao espetáculo, logo no início do espetáculo. 
 
Quatro anos de espera para a conclusão da reforma e na hora ‘H’, vráaaaaa, o público - composto de autoridades, entre elas o governador Ricardo Coutinho, e a nata da cultura paraibana - viu as cortinas do palco se fecharem, silenciando os aplausos. 
 
O breu teria sido causado por uma queda de energia no entorno do teatro. A justificativa da Energisa: um desligamento mecânico. Não vou me meter a besta de contestar. Mas... A rádio peão apurou que, ao deixar o teatro, Ricardo Coutinho teria sido informado de que foi encontrada uma barra de ferro em um caixa de energia que alimentaria a rede elétrica do espaço e isso teria causado a queda de energia. Também comentou-se que a ação poderia partido de algumas pessoas insatisfeitas com a falta de pagamento do Fundo de Cultura Augusto dos Anjos. 
 
Agora, convenhamos, se foi vandalismo, é burrice, porque o estrago é pago com o bolso do contribuinte, ou seja, nós mesmos. Se foi protesto, me poupem: quem faz cultura é inteligente o suficiente para algo mais elegante, sem prejudicar colegas. Ricardo, para quem conhece, pudera, não ficou nada satisfeito. Agora, o que importa mesmo é que o breu não tirou o brilho da obra, nem do Santa Roza.
 
Por Sony Lacerda (jornalista, colunista do Portal Correio)

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