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Editorial
O péssimo exemplo do Tribunal de Justiça
22.12.2016 enviado às 21:37
Texto:

Caríssimo leitor;
 
Em tempos de profundo descrédito das instituições, de uma classe política alvo do asco da sociedade, espera-se que o Judiciário – pela formação e prerrogativa – esteja acima desse processo de degradação repudiada pela sociedade.
 
Na Paraíba, o Tribunal de Justiça parece não ter compreendido esse momento e nem mesmo sua responsabilidade institucional. A crise que abateu internamente o TJ, com efeitos externos, avariou e muito a imagem de um poder cujas posturas são pedagógicas e balizadoras.
 
A guerra interna por espaços, a quebra dos ritos normais e a divisão por alas levaram o Tribunal a descer ao nível das disputas de sindicatos ou câmaras municipais, marcadas por tapetões, revanches, liminares e toda sorte de estratégia jurídica.
 
A liminar da desembargadora Maria das Graças Morais de encontro a uma decisão do Supremo Tribunal Federal, encarada como uma manobra para travar a eleição remarcada pelo presidente Marcos Cavalcanti, melou ainda mais a Corte.
 
O impasse foi solucionado com a eleição de Joás de Brito, mas nada impede que outras reviravoltas aconteçam, já que o mérito da liminar do ministro Teori Zavascki ainda vai ao plenário do STF. Ou seja, o que está ruim ainda pode piorar mais.
 
E tudo por conta de um movimento do passado, urdido para operação de um longo projeto de poder e revezamento que não demorou para se mostrar maléfico a saúde e a credibilidade do Tribunal.
 
Eis a tarefa da nova Mesa Diretora: tentar juntar os estilhaços provocados pelo racha político e juntar os cacos da imagem do Poder que mostrou suas vísceras nesse processo. E o que é mais grave; rastejou nas práticas e se igualou ao que tanto a sociedade rejeita noutros poderes.
 
Por Heron Cid (jornalista, editor do MaisPB)

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