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Editorial
Compadrio e meritocracia
18.12.2016 enviado às 18:36
Texto:

Caríssimo leitor;
 
Os políticos passaram tantos anos explorando a boa-fé dos brasileiros, que mesmo diante das mudanças ocorridas recentemente, muitos continuam ultrapassando limites que o bom senso não recomendaria.
 
Os vereadores de Campina Grande são exemplos. Apegaram-se à legalidade para justificar reajuste em seus subsídios da ordem de 26%, quando dos cidadãos que amargam perda de renda, são exigidos mais impostos para cobrir o rombo nas contas públicas. Só não esperavam a reação da população, que indignada com o abuso de confiança, jogou esterco na Câmara, deixando claro o que pensa dos seus representantes.
 
Mas tem exceções. Os que mostram sintonia com os novos tempos compreendem que legal e moral precisam caminhar juntos, que não serão perdoados os que colocarem interesses pessoais acima dos coletivos.
 
Quem tem projeto futuro - é o caso dos prefeitos de Campina e de João Pessoa - busca afinidade com a cidadania. Os dois recusaram reajustes nos subsídios e estenderam essa decisão aos auxiliares.
 
Com a possibilidade de disputar o governo do Estado em 2018, Luciano Cartaxo fez mais para garantir a confiança dos eleitores: está propondo à Câmara de João Pessoa leis que aumentam o controle dos gastos públicos, com foco no nepotismo e contratações temporárias.
 
A nível federal e estadual existem normas contra o nepotismo – o procurador-geral da PMJP, Adelmar Azevedo Régis cita leis, resoluções, decretos e Súmula do STF - mas argumenta que o projeto de Cartaxo enfrentará situações identificadas no município de uma forma mais clara. Proíbe parentes até 3° grau não apenas do prefeito e do vice, mas também dos secretários e dirigentes de autarquias e fundações.
 
O desafio maior, no entanto, está no projeto que trata das contratações temporárias. Pelo que está no Sagres do TCE, a prefeitura e seus órgãos tinham em outubro 30.860 servidores na ativa. Desses, 16.791 (54,4%) são contratados por excepcional interesse público. Um problema histórico que Cartaxo promete resolver com a substituição gradual (5% ao ano) por concursados. A meta é que os contratados não ultrapassem 30% do total de servidores. O número cairia para 9.258.
 
Combate ao compadrio e a valorização da meritocracia são duas bandeiras simpáticas. Cartaxo entendeu o momento.
 
Por Lena Guimarães (jornalista, colunista do Portal Correio)

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