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Editorial
O tsunami Odebrecht
13.12.2016 enviado às 12:18
Texto:

Caríssimo leitor;
 
De delação em delação, vão caindo os pilares da política brasileira. E a da Odebrecht mostra o poder de um enorme tsunami, dos que devastam tudo num raio de milhares de quilômetros. O Presidente da República, o Presidente do Senado, o Presidente da Câmara, ministros e líderes do governo foram apontados por Claudio Melo Filho, diretor da empresa, como beneficiários do esquema revelado pela Lava Jato.
 
A nova cúpula da República, a que substituiu a que caiu por conta do mesmo sistema, está na lista de um diretor que diz que cuidava do “varejo”, pois o “atacado” (os realmente poderosos da época), ficava sob controle do dono, Marcelo Odebrecht, cuja delação ainda está sob sigilo.
 
Claudio Melo Filho comprometeu todo o alto comando do PMDB: o presidente Michel Temer, o ministro Eliseu Padrilha (que segundo o delator seria o operador dos repasses a Temer), os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá (líder do governo), Eunício Oliveira (cotado para futuro presidente do Senado) e Katia Abreu, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima e Eduardo Cunha.
 
Do PT, reforçou os envolvimentos dos ex-ministros Jaques Wagner, Gilberto Carvalho, Guido Mantega e Antonio Palocci, e o deputado Marco Maia, ex-presidente da Câmara.
 
Na lista do “varejo”, políticos que defendiam pleitos da empresa: Rodrigo Maia e José Agripino Maia (DEM); deputado Daniel Almeida (PCdoB); Duarte Nogueira (PSDB); senador Ciro Nogueira (PP); senadora Lídice da Mata (PSB); e o deputado Arthur Maia (PPS).
 
Como beneficiários de Caixa 2, o tucano Arthur Virgilio, os deputados Heráclito Fortes (PSB), Paes Landim (PTB), José Carlos Aleluia (DEM), Jutahy Magalhães (PSDB), e o vice-governador do Rio, Francisco Dornelles (PP). O governador Fernando Pezão (PMDB), teria recebido R$ 23,6 milhões. Na lista “carioca” tem ainda Lindbergh Farias e o prefeito Eduardo Paes.
 
Fica pior: o texto da MP da Leniência, que beneficiaria empresas investigadas pela Lava Jato, teria sido proposto pela Odebrecht, acertado com o então ministro Jaques Wagner e assinado por Dilma Rousseff.
 
É o primeiro de 77 depoimentos. Nesse, a atual bancada da Paraíba não foi citada, mas tem Inaldo Leitão, ex-deputado. Pelo que já vazou dos outros, nenhum dos “presidenciáveis” de 2018 escapará. É mesmo o fim do mundo para eles. Para os brasileiros, é oportunidade de recomeço.
 
Por Lena Guimarães (jornalista, colunista do Portal Correio)

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