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Editorial
Bicho-papão
04.12.2016 enviado às 23:49
Texto:

Caríssimo leitor;
 
‘Bicho-papão’ dos prefeitos, a Lei de responsabilidade Fiscal tem feito aumentar o bate-volta à Brasília nos últimos dias. A Confederação Nacional dos Municípios chegou a se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Na pauta, na aprovação do Projeto de Lei Complementar 315/2016, que acrescenta novo artigo na LRF. 
 
Esse artigo permite, de forma excepcional e temporária, que os gestores que encerram o mandato não sejam punidos pelo descumprimento dos limites de endividamento e de despesas com pessoal em exercícios financeiros de 2015 e 2016. Solicita ainda que isso também não aconteça pela inscrição em Restos a Pagar nos dois períodos. Vejam só a falta de cabimento. Na hora de incharem as folhas de pagamento, ninguém se preocupa com a lei. 
 
Agora, quando chega a hora de arcar com o ônus, a choradeira toma de conta. É muito simples, arrume um bom contador e comece a planejar o que se tem não pelo valor maior, mas pelo menor. Comecem a economizar e priorizem. Folha de pagamento, para mim, é prioridade. Se é preciso mais pessoal, que a julgar pelo tamanho de alguns municípios, daria-se a té para enxugar, corta-se em outras coisas. 
 
Uma das justificativas para que se aprove logo esse projeto é que os recursos do Fundo de Participação dos Municípios estão cada vez mais diminuindo, o que não é nenhuma novidade - não que eu concorde com a redução, é preciso só ser justo. Agora, injusto é se passar quatro ou oito anos à frente de uma prefeitura, para depois passar à frente a responsabilidade para os que não têm nada a ver com a cor da chita.
 
Por Sony Lacerda (jornalista, colunista do Portal Correio)

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