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Martinho Alves
Historiador, professor universitário (UEPB), articulista do Fato a Fato e escritor.
PSDB agora é 100% Temer
07.12.2015 enviado às 23:18
Texto:

Ao mesmo tempo em que pede a cassação de Dilma Rousseff e Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, por abuso de poder político e econômico, o PSDB já aderiu à articulação do vice-presidente de trabalhar pelo impeachment de Dilma no Congresso. 
 
A estratégia Temer já conseguiu reunir o apoio improvável dos três principais tucanos que querem disputar a presidência em 2018: José Serra, Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin. Até meses atrás, apenas Serra era um entusiasta da ideia de ver o peemedebista no Planalto. Aécio jogava para tirar Temer e Dilma de uma só tacada e disputar uma nova eleição. Alckmin queria manter a presidente no cargo até 2018, quando também termina o mandato dele no Palácio dos Bandeirantes.
 
O vice tem conversado há tempos com os tucanos, movimento visto no Planalto como "conspiração". Com o mote da "pacificação nacional", porém, Temer esteve reunido reservadamente com Alckmin e estará novamente com o tucano nesta segunda-feira, 7, na cerimônia de premiação do grupo de líderes empresariais Lide, presidido por João Doria Jr.
 
No Palácio dos Bandeirantes, auxiliares do governador de São Paulo dizem que, dependendo do pêndulo do PMDB e das vozes das ruas, o impeachment pode evoluir rapidamente. Temer vai se encontrar publicamente com Alckmin amanhã.
 
Na quarta-feira, por exemplo, horas antes de Cunha aceitar o pedido de impeachment, Temer, que é presidente do PMDB, foi anfitrião de um almoço com sete senadores de oposição, no Palácio do Jaburu.
 
Na prática, parte do PSDB aceita apoiar um eventual governo de transição comandado por Temer, caso Dilma caia, desde que o vice garanta não disputar a eleição de 2018.  
Embora os tucanos inicialmente defendam a não ocupação de cargos, a conspiração Temer-PSDB para derrubar a presidente Dilma Rousseff reacende a esperança de José Serra em assumir o Ministério da Fazenda, para ser o operador da política econômica liberal do PMDB descrita na "Ponte para o Futuro". O "namoro" de Serra com Temer vem pelo menos desde agosto. 
 
Fonte: Brasil 247
 
OPINIÃO DO BLOG (MARTINHO ALVES - EDITOR): Eita mundão que se torna pequeno (país e municípios se confundem nessa hora de acordos)! 
Os raivosos da direita se articulam de todas as formas e atiram em toda e qualquer direção, desde que estejam sempre com uma possibilidade de ser governo, de ser poder.  
 
Qualquer possibilidade que se apresente para que se salve alguém ou alguns, é apanhada em cheio e sem o menor escrúpulo. Não vale se pensar no povão e no Brasil, mas em situações particulares que venham a permitir grandes oportunidades futuras de alguém ou grupo governar por décadas.  
 
E a gente pensa que acordos espúrios e traiçoeiros são realizados à distância do olhar do povo, apenas por quem não é agraciado pela riqueza. 
 
Bastou uma possibilidade, talvez remota, de Temer assumir a presidência da República, e os raivosos da direita que antes apelavam pela cassação de Dilma Rousseff  e seu vice, voltarem atrás buscando solenemente uma oportunidade de estar no poder, também, agora e futuramente. 
 
A gente não se surpreende muito não, porque nas políticas municipais também acontecem coisas dessa mesma natureza. 
 
Os amigos leais são deixados de lado e esquecidos enquanto os falsos ascendem naturalmente, como velhos carregadores de bandeiras partidárias e ideológicas. Geralmente aos novatos (velhas raposas de espreita) tudo e aos fiéis e diletos amigos a escuridão do esquecimento. 



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