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Marinho Mendes
Promotor
Financiamento público de campanha – Uma ameaça à quebra do monopólio da elite
01.11.2013 enviado às 15:45
Texto:

Minhas amigas e meus amigos, o financiamento público de campanha é uma das melhores coisas que acontecerá em nosso país, é, se acontecer, uma vez que a elite endinheirada, apadrinhada por empresários e proprietários corruptos, não possui nenhum interesse na aprovação desta proposta.

Se a proposta do financiamento público de campanha for aprovada, pessoas pobres, mas detentoras de liderança, de sonhos, de idealismo e principalmente de honestidade poderão se candidatar com chances reais de sucesso, ao contrário do sistema atual, que é sórdido, corrupto, excludente de cidadãos capazes, pensadores, com projetos de alcance social, mas que o sistema injusto do financiamento privado de campanha os lanceta e extirpa do processo.

Para mim que quase sempre funciono como Promotor Eleitoral, é terrivelmente agressivo se vislumbrar pessoas despreparadas, oportunistas, incapazes de pensar as suas próprias vidas, serem apresentadas como postulantes a cargos eletivos em todas as esferas federativas, com discursos medíocres, maçantes, angustiantemente vazios, mas com os bolsos repletos de dinheiro, a comprarem apoios Estado afora, são prefeitos que de uma hora para outro passam a aguerridos militantes e pedidores dos votos da massa esquálida e que ele só dar tapinhas nesses tempos, o povo até sabe às vezes quanto ele recebeu do proxeneta desalmado, enquanto cabos eleitorais adquiridos no abjeto mercado da compra e venda eleitoral, debochados, desafiadores da própria lei, pintam e bordam em suas esferas de atuação, sempre com a sombria prática de iludir e comprar os miseráveis, que cegos de ideologia e de conhecimentos em geral, acabam por levar escroques para as mais diversas representações, seja no executivo e mais ainda no legislativo.

A fiscalização do processo eleitoral é uma mentira, pois não temos como fiscalizar os desmoralizantes caixas 02, onde corruptos, donos das mais diversas empresas prestadoras de serviços, ingerem milhões de reais, os quais serão devolvidos com juros, correções, taxas e bonificações pelos eleitos, mediante contratações superdimensionadas e superfaturadas de obras, sejam votando nos parlamentos a favor dos interesses dos seus financiadores de campanha, na maioria malfeitores, cujas fortunas foram construídas mediante enganações, conluios, desvios, roubos e maracutaias mil, seja da administração, seja de incautos.

A descaração é tamanha, que chegamos ao ápice de presenciar pais e famílias presentearem seus filhos, quase adolescentes, com mandatos eleitorais, ensinando-lhes o discurso mentiroso, opressor, pusilânime e enganador das nossas massas, multidões transformadas em autômatas desses ignaros abutres despossuídos de idéias, de caráter, de lealdade, sejam nos campos social, econômico, político e religioso e mais, são tão atrevidos, que de posse da dinheirama do empresariado “escroto”, desculpem o termo, também compram mandatos para pais, mães, irmãos e sobrinhos chegados, ou seja, se apropriam dos município, das câmaras, das assembléias legislativas e congresso nacional, considerando esses espaços de poder como a extensão de suas fazendas, dos seus latifúndios, da forma mais descarada e desavergonhada que se possa imaginar.

Temos grandes pessoas, mulheres comprometidas, homens sonhadores que estão à margem do processo eleitoral, porque a elite os alijou com os eu poderio econômico e com suas fortunas, mas que, com o financiamento público, oportunidades se abrirão para esses cidadãos varonis, que não se dobram a esquemas, acordões safados, esdrúxulos, insolentes e pisoteadores de todos os princípios que informam a ética e a moralidade posta como ato imperativo e muitos menos se ajoelham sob o oferecimento de quantias originárias do crime para participarem de complôs fraudulentos da consciência e da ingenuidade de muitos.

Eles farão de tudo para que esta temática não passe no congresso, dirão que a nação não possui recursos, que partidos embolsarão o dinheiro e beneficiará aos privilegiados somente, mas é tudo engodo, uma vez que se sentem ameaçados, reféns de uma nova realidade, de um novo de pensar e ver, que se cansou dessa elite burra, incapaz mas desumana e agudamente enganadora.



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