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Colunista


Marinho Mendes
Promotor
Trazer o sorriso dela de volta é imposível, mas revelem quem matou Rebeca
26.07.2013 enviado às 10:31
Texto:

Minhas escassas leitoras e raros leitores que leem os meus humildes escritos, era o dia 11 do mês de julho ano de 2011, eram 07h00 da manhã, quando a menina moça, a adolescente pura e sonhadora como todas as teenagers (jovens) da sua idade REBECCA CRISTINA ALVES SIMÕES, nos seus verdes e dourados 16 anos de idade saiu do seu lar, não para ir às festas públicas, patrocinadas por publicanos administradores, mas para ir à busca do seu futuro, dos seus ideais, do seu preparo para o enfrentamento da vida, dos seus desafios e realização dos seus sonhos, ela saiu para assistir aulas no Colégio Militar, encravado na populoso Bairro de Mangabeira, instituição de ensino gerida, administrada por policiais militares.

Ela sempre retornava ao convívio familiar às 12h00, contudo, o relógio já marcava 12h30 daquele fatídico, ignominioso, sangrento dia e um alarme, aquele desconfiômetro materno começa a disparar nos pensamentos, nos sentimentos, nas emoções da sua querida mãe, que sentia a falta do seu tesouro, da sua mocinha, da sua menina, linda, comportada, estudiosa, deixando a mãe aflita que com aquele instinto que somente as mães possuem, teve como que um aviso, as coisas não estavam bem para a angelical REBEECCA e então acionou as polícias do nosso Estado, e o pior, como a nossa polícia é a polícia do fato consumado, não previne, não guarnece a cidade como deve ser, só chega ou só comparece para em muitas das vezes responder a uma mídia que criminaliza os pobres, mencionado que eles são envolvidos com isto e com aquilo, não demoraram a encontrar o cadáver da jovem infante, ela estava morta, sim, sem vida, tombada por uma mão covarde, assassina, calculista e gélida, lá na Praia da Desova, em Jacarapé, crivada de balas, na tristonha tarde daquele dia 11, que proporcionalmente, mais parece com o 11 de setembro dos americanos do norte, sim, as polícias do fato consumado descobriram a menina moça destruída, com inúmeros balaços na sua cabecinha linda, repleta, plena de ideais, de amor, de devaneios, encantamentos e fantasias.

As Polícias do Fato Consumado até hoje nada, mas nada resolveram e nem divulgaram, só sabemos que tatearam às cegas e chegaram a apontar várias pessoas como as principais suspeitas, no entanto, submetidos a exames de DNA para cotejamento com o esperma deixado em REBECCA, sim, ela também foi estuprada pelo pária que a matou, os sêmens examinados não se encaixavam e tudo voltava à zero.

Mas essas indagações são pertinentes, ainda que alguém depois queira nos desqualificar como já fizeram antes, AD EXEMPLUM:  1. A infortunada vítima era uma semi-criança, sem inimigos, sem desafetos, sem engajamento com pessoas do submundo pantanoso do crime; 2. Era linda e foi estuprada; 3. O colégio onde estudava é administrado por policiais militares com outras dezenas de PMs no corpo auxiliar; 4. O padrasto é Policial Militar; 5. Rebecca foi encontrada numa praia, cujo percurso pode ser vencido rapidamente saindo da instituição onde estudava, pois é caminho para a praia despoliciada, mesmo sendo o local de desova das vítimas da violência brutal, então senhoras e senhores, o criminoso segundo a geografia do crime, pode está ali na área,  dentro do Colégio Militar, ou do seu entorno, ou é morador das cercanias do endereço da desaparecida, mas infelizmente, as investigações travaram e de forma incompetente, isto mesmo, por inabilidade, inaptidão e falta de conhecimentos para investigar, as polícias do fato consumado “jogaram a toalha”, assumiram a ineficiência investigativa, o caso foi encerrado e o matador de REBECCA pode encontrar-se bem aí, perto de mim, de você, gargalhando dos seus imperitos investigadores.

Porém, por nós que fazemos os Direitos Humanos na Paraíba este caso não será esquecido, e o Conselho Estadual dos Direitos Humanos, mais uma vez enviará notas públicas de cobrança ao Sr. Governador do Estado, cobrando providências e efetividade dos seus detetives, lembrando-o sempre, que seus agentes não trarão nunca e jamais o sorriso de REBECCA, isto é fato, mas podem e devem sim, apontar para todo o corpo social quem a matou, quem foi o sicário que a eliminou e destroçou a sua preciosa existência, nos esplendores dos seus lindos dezesseis anos, pelo menos isto e o Leviatã poderoso pode sim senhor.



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