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Entrevistas

06.01.2017 - 15:08
»Construir presídios não é a solução, diz ministro do STF Gilmar Mendes
Após três dias de silêncio, o presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciaram uma série de medidas para tentar amenizar a crise causada após a morte de 56 presos durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. A principal medida é o gasto de R$ 430 milhões para construir mais presídios e melhorar a segurança dos já existentes. Horas após o anúncio oficial do governo, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse em entrevista exclusiva à BBC Brasil que construir presídios não é a solução para a crise carcerária. “Até porque um presídio para ser construído vai levar três, quatro anos, com todos os incidentes que ocorrem, licitações e tudo o mais”, afirmou Mendes. Entre as medidas apontadas por ele para reduzir a população carcerária, está a promoção de mutirões judiciais nos presídios para julgar os detentos em regime proviório (32% do total) o quanto antes e descriminalizar o uso de drogas. Ele também faz duras críticas ao governo por não ter impedido a chacina em Manaus. “Quando se fala que os setores de inteligência tinham detectado o risco dessa rebelião ou dessa matança, então por que não se fez nada antes? Pra que serve você ter a informação se você não vai usá-la para agir?”, questionou. O ministro disse ainda que, caso o governo federal continue combatendo a superlotação carcerária como atualmente, “nós vamos ter o aumento da criminalidade como um todo”. Leia a entrevista completa à BBC Brasil:

01.12.2016 - 09:40
»Barbosa diz que impeachment foi uma encenação e Temer corre risco de não se manter
Para o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, que comandou julgamento do mensalão, o impeachment de Dilma Rousseff foi "uma encenação" que fez o país retroceder a um "passado no qual éramos considerados uma República de Bananas". Para ele,processo foi comandado por políticos corruptos que queriam apenas se proteger. Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, Barbosa afirma ainda que o governo de Michel Temer corre o risco de não chegar ao fim. "Aquilo [impeachment de Dilma] foi uma encenação. Todos os passos já estavam planejados desde 2015. Aqueles ritos ali [no Congresso] foram cumpridos apenas formalmente. No momento em que o Congresso entra em conluio com o vice para derrubar um presidente da República, com toda uma estrutura de poder que se une não para exercer controles constitucionais mas sim para reunir em suas mãos a totalidade do poder, nasce o que eu chamo de desequilíbrio estrutural. Essa desestabilização empoderou essa gente numa Presidência sem legitimidade unida a um Congresso com motivações espúrias. E esse grupo se sente legitimado a praticar as maiores barbáries institucionais contra o país." O ex-ministro considera que, devido às circunstâncias, o governo de Michel Temer pode não chegar ao fim. Para Barbosa, diz que só eleições diretas para a Presidência podem reparar os "trunfos" que foram perdidos pelo cargo com a chegada ilegítima ao poder. Sobre uma eventual prisão de Lula, Barbosa é enfático: se não houver provas incontestáveis, quem perde é o Brasil. "Sei que há uma mobilização, um desejo, uma fúria para ver o Lula condenado e preso antes de ser sequer julgado. E há uma repercussão clara disso nos meios de comunicação. Há um esforço nesse sentido. Mas isso não me impressiona. Há um olhar muito negativo do mundo sobre o Brasil hoje. Uma prisão sem fundamento de um ex-presidente com o peso e a história do Lula só tornaria esse olhar ainda mais negativo. Teria que ser algo incontestável." Seis meses atrás, Joaquim Barbosa já havia criticado o processo.

19.11.2016 - 23:41
»Cleo Pires fala de casamento sem sexo e vida conjugal afastada do parceiro
De sexo frágil, Cleo Pires não tem nem o cheiro. Aos 33 anos, a libriana de sangue quente está cada vez mais segura de suas escolhas na vida e na carreira. Solteira por opção, ela não depende do outro para ser feliz e diz que, por ora, não há espaço para uma relação a dois. — Acho gostoso conhecer a pessoa a fundo, seus defeitos, qualidades… Sou muito romântica, mas para chegar nesse ponto tem que valer a pena num nível que eu não sei se chega. A minha vida sozinha, com meu espaço, minhas descobertas de pessoas e de situações, está sendo tão enriquecedora… Para me convencer a ter uma nova aventura a dois, a pessoa vai precisar rebolar — avisa ela. O companheirismo tem lá o seu valor, mas Cleo não vê vantagem em se amarrar: — Tenho que ter espaço para as minhas loucuras e fantasias. Gosto de estar junto, de trocar, mas não curto gente se posicionando de forma incisiva na minha vida. Em dose dupla na TV, com a aventureira Tamara de “Haja coração” e, a partir do dia 20, na pele de Sabrina em “Supermax”, a atriz não se vê confinada. É que a série é uma espécie de “Big Brother”, onde 12 participantes que já cometeram algum crime vão disputar o prêmio de R$ 2 milhões. — Eu tenho segredos demais para participar de um reality show — dispara. Nesta entrevista, no entanto, Cleo revela algumas de suas intimidades, sem se preocupar com julgamentos.

02.07.2016 - 20:39
»Procurador integrante da Lava Jato diz que "só os culpados fogem"
Secretário de cooperação internacional da Procuradoria-Geral da República na força tarefa da Lava Jato, o procurador Vladimir Aras tem como atribuição cuidar do pedido ao exterior de documentos que comprovam as fraudes, da recuperação de recursos públicos desviados de empresas brasileiras e da extradição de foragidos da justiça. Nos próximos dias, Aras vai a Montevidéu tentar destravar um acordo para desburocratizar a extradição e captura de presos em sete países da América do Sul. O Mandado Mercosul de Captura (MMC), firmado entre Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Paraguai, Peru e Equador impõe uma derrota a foragidos da Justiça brasileira escondidos do outro lado da fronteira. O MMC diminui para um mês o tempo de entrega de presos capturados e agiliza a sua captura. O acordo fora assinado em 2010, mas não andou porque precisava ser ratificados pelos países signatários. O mecanismo pode frear a fuga de criminosos brasileiros. Entre 2006 e maio deste ano, 490 bandidos escaparam. O novo dispositivo pode também dissuadir o ex-ministro Ciro Gomes de por em prática um plano de fuga a Luiz Inácio Lula da Silva, caso o juiz Sérgio Moro decrete sua prisão por omitir ser dono de um tríplex no Guarujá e pela reforma de um sítio em Atibaia (SP) bancada por empreiteiras investigadas pela operação Lava Jato. Ao comentar uma possível fuga de Lula, Aras foi contundente: “O inocente do estado de direito não foge”.

31.05.2016 - 09:26
»Nicolelis ao 247: o Brasil está nas mãos de uma máfia
O cientista mais importante do Brasil, Miguel Nicolelis, avalia, em entrevista exclusiva ao jornalista Alex Solnik, que o presidente interino Michel Temer é um fantoche nas mãos de dois grupos: "a ala de gângsters que quer escapar da Lava Lato" e ainda "o grupo que pretende destruir a soberania nacional"; ele diz que a ciência brasileira está ameaçada e critica duramente as medidas que estão sendo tomadas por um governo provisório, que vão na direção contrária ao que a população escolheu nas urnas; “um governo que era para ser interino, num período de transição, não poderia estar tomando a magnitude das decisões que está tomando sem ter uma legitimidade eleitoral”; Considerado um dos vinte cientistas mais importantes do mundo, Miguel Nicolelis é o cientista brasileiro número um. Detentor de um sem número de prêmios internacionais e autor de trabalhos publicados nas principais revistas científicas internacionais, membro da Academia de Ciência da França e da Academia de Ciência do Vaticano ele concebeu um mecanismo revolucionário através do qual um paraplégico é capaz de se movimentar com a força do seu pensamento, o que o tornou no brasileiro com mais chances de receber, nos próximos anos, um Prêmio Nobel. Nessa entrevista exclusiva ao 247, concedida em São Paulo, pouco antes de embarcar para os Estados Unidos onde dirige um laboratório de Neurologia na Universidade de Duke ele afirma que a situação do pais “é assustadora” e que “um governo que era para ser interino, num período de transição, não poderia estar tomando a magnitude das decisões que está tomando sem ter uma legitimidade eleitoral”. Diz, também que nem ele nem ninguém sabe qual será o futuro do Instituto Internacional de Neurologia que dirige em Natal nem o que vai acontecer daqui para a frente com a ciência no Brasil que ganhou impulso inédito nos últimos 12 anos. Para ele, há dois grupos envolvidos no golpe: “uma classe de gangsters que quer escapar da cadeia, e outra que tem uma agenda de destruição da soberania nacional”. “O Brasil está nas mãos de uma máfia”, adverte. Considera Michel Temer não um líder de massas, mas um “fantoche local”, incapaz de fazer um discurso em praça pública, mas não acredita que ele tenha sido espião americano, como aventou o wikileaks: “É muito medíocre para ser arregimentado por uma potência”.

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