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Empreendedor

25.04.2015 - 17:28
»ENTREVISTA - Kevin Frost diz que é gay e teve medo de morrer de aids
O Espaço Empreendedor desta semana destaca entrevista do ativista gay Kevin Frost. A conversa com Frost foi publicada pela Revista Isto É. Presidente da amFAR, fundação para pesquisas em HIV, Kevin reune estrelas internacionais para obter doações à entidade. Depois do baile, as luzes se apagam, o glamour desaparece e é hora do americano Kevin Frost arregaçar as mangas. O 5o Inspiration Gala da amfAR (Fundação de pesquisa para a Aids), em São Paulo, levou a veterana atriz americana Cher ao palco armado na mansão do empresário Dinho Diniz, na noite de sexta-feira 9. Assim como ela, o estilista Jean Paul Gautier foi homenageado. Naomi Campbell foi co-hostess. Kyrlie Minogue levantou a plateia black tie com seu pocket show. Kate Moss ferveu no palco da boate after party, até as três horas da manhã. Juliana Paes, Sabrina Sato e Deborah Secco esquentaram o leilão beneficente. Uma fotografia de Elizabeth Taylor, clicada em 1962, pelo fotógrafo Bert Stern nos bastidores das filmagens de Cleópatra foi arrematada por US$ 55 mil. O baile arrecadou US$ 1,8 milhão. Nessa passagem pelo Brasil, Frost se impressionou com a euforia dos brasileiros em receber Cher, estrela americana, há 50 anos, e uma das divas do movimento gay. “Ela é estrela de verdade.” Frost conta que assistiu ao Summer Cher Show quando tinha oito anos de idade. Mas, no encontro no Brasil, não disse isso para a atriz. “Às vezes, fico nervoso em fazer alguém se sentir mais velho. Imagine, tenho 52 anos e seria horrível comentar uma coisa assim com ela”. Quase 30 anos depois de Elizabeth Taylor ter ajudado a fundar a amfAR, em 1986, cabe agora a esse ex-aspirante a cantor de ópera mobilizar celebridades e doadores ao redor do mundo. Neste ano, ele anunciou investimentos de US$ 100 milhões e aposta na cura da Aids, até 2020. O desafio é ambicioso e não tem garantia. “Mas é melhor tentar e falhar do que nunca tentar”, diz Frost.

14.04.2015 - 22:06
»ENTREVISTA - Vicentinho diz que terceirização é derrota da esquerda e do PT
Esta semana, o ESPAÇO EMPREENDEDOR tem a honra de entrevistar, através da Revista Carta Capital, o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho. Vindo do sindicalismo paulista, o parlamentar petista tem uma visão meio diferente do que estar ocorrendo com o partido em nível nacional. Saiba como. Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, é uma das principais lideranças sindicais no Congresso. Deputado federal pelo PT desde 2003, filiou-se em 1977 ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. Frustrou-se, como muitos sindicalistas, com a aprovação, na última quarta-feira 8, do texto-base do Projeto de Lei 4330/04, que libera a terceirização de trabalhadores em toda a cadeia produtiva. Vicentinho admite, com poucas palavras, que o PT e a esquerda saíram da votação historicamente derrotados. Ele próprio padece de dupla derrota: além de assistir à flexibilização de direitos trabalhistas, viu engavetado seu projeto que regulamentava as mesmas terceirizações. “A minha proposta não permitia que as atividades-fim fossem terceirizadas [...] Agora pode terceirizar até a alma.” O deputado comenta a entrada do vice Michel Temer na articulação política, isenta o governo e atribui a derrota de quarta ao perfil conservador do Congresso: “O fato é que a bancada de 80 parlamentares ligados a causas trabalhistas caiu para 50. Entraram no lugar empresários e fazendeiros”.

03.04.2015 - 19:06
»"Nós saímos do armário e os conservadores também", diz Toni sobre adoção
SÃO PAULO (SP) - Mais uma vez o ESPAÇO EMPREENDEDOR toca num tema, cuja repercussão tem sido espalhada por todo País. Tratamos da adoção por casais gays. E não seria diferente com Toni Reis, que recentemente ganhou o direito de adotar um adolescente de 14 anos de idade. Alyson Miguel foi separado da família ainda criança por motivos de maus-tratos. Antes dos 10 anos, já havia passado por sete diferentes abrigos e fugia de todos, sempre que podia, para voltar à casa de sua mãe. Sob o nome de "castigos", os maus-tratos de casa geralmente se repetiam nos abrigos, a maioria ligados a igrejas. Dessa forma, a conversa e a educação davam lugar a ficar de cabeça para baixo apoiado numa parede, ficar ajoelhado em grãos de feijão ou dormir sem jantar. Isso perdurou até 2011, quando Alyson foi adotado pelo casal gay Toni Reis e David Harrad. A adoção só foi possível porque naquele ano o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união homoafetiva e, com isso, concedeu direitos a casais gays e abriu espaço para que eles tivessem direito à adoção. A adoção de Alyson, contudo, demorou dez anos para ser aceita pela justiça. Uma decisão da ministra Carmen Lúcia, do STF, pode mudar essa realidade. Em 18 de março, a ministra deu parecer favorável a uma ação movida por Toni e David, reconhecendo o direito à adoção por um casal gay. “O STF não se deixa ser chantageado pela bancada evangélica. Se não tivesse instituições de Estado como o STF, os gays estariam sendo queimados na fogueira como era na Idade Média ou é no Estado Islâmico”, afirma Toni Reis, que lutou por dez anos na justiça para ter o direito à adoção. Em entrevista a CartaCapital, Reis fala sobre sua luta pelo direito à adoção e o conservadorismo que domina o Congresso e restringe os direitos LGBT.

29.03.2015 - 19:05
»CATE BLANCHETT: "As mulheres podem fazer seu próprio conto de fadas"
Pegando carona na Revista Isto É, o Espaço Empreendedor desta semana conversa com a atriz Cate Blanchett. Natural da Austrália, ela já fez várias princesas no cinema e agora interpretará a Madrasta da "Cinderela". A atriz australiana Cate Blanchett caiu nas graças do público pelas rainhas, princesas e mulheres elegantes que interpretou no cinema. Sua beleza clássica e suas escolhas profissionais certeiras contribuíram para uma carreira luminosa e premiada, que nunca a desviou de sua prioridade, a família. Aos 45 anos, Cate acaba de adotar uma menina, Edith Vivian Patricia, quarta filha de uma fila de três meninos (Ignatius Martin, de 6 anos, Roman Robert, 10, e Dashiell John, 13), fruto da relação de 18 anos com o dramaturgo Andrew Upton. E, aos 45 anos, a atriz vai viver a pior vilã de sua carreira, a Madrasta de “Cinderela”, filme da Disney que estreia na quinta-feira, 26. Dirigido por Kenneth Branagh, o longa-metragem se aproxima da animação de 1950, versão mais que açucarada do original dos irmãos Grimm. “Mas aqui”, garante a atriz, “princesa e príncipe estão em pé de igualdade”. Alçada a ícone feminista ao esbravejar com um cinegrafista que filmou seu corpo de alto a baixo durante a cerimônia de entrega do Oscar de 2014 (do qual saiu com a estatueta de Melhor Atriz), Cate Blanchett acredita que hoje as mulheres podem criar contos de fada a partir de suas vidas e que a mensagem de “Cinderela” é maior que a questão da desigualdade entre os sexos. “Prefiro o filme por ensinar as crianças que o mundo pode ser um lugar ruim e que é preciso uma boa dose de coragem e resistência para sobreviver”.

17.03.2015 - 23:03
»"Negar a luta de classes é negar a realidade", diz Pepe Mujica
MONTEVIDÉU (URUGUAI) - O ESPAÇO EMPREENDEDOR desta semana pela uma carona numa conversa da Revista Forum e da Carta Capital com o ex-presidente do Uruguai, José (Pepe) Mujica. Considerado o político mais humilde de sua Nação, não tem muitas posses financerias, Mujica se notabilizou para o mundo quando impetrou a liberação do uso da canabis sativa (maconha) em seu País. Pois bem, a partir de agora, saíba o que fez e o que pensa o ex-presidente do Uruguai. Após vinte e cinco minutos de viagem até a periferia de Montevidéu, uma pequena rua de terra se revela e corrobora o mito da simplicidade de seu morador mais ilustre. Manuela corre como se tivesse quatro patas, ignorando que uma é inválida. Na frente de um galpão, abastecido com material de construção, há dois grupos. O primeiro se forma em torno do cineasta sérvio Emir Kusturica. Ele grava um documentário sobre a vida de nosso anfitrião, que se chamará O último herói. O diretor, arredio, reconhecido e premiado em todo mundo, parece um anônimo caminhando pela chácara, sem ser incomodado. Já o segundo grupo está animado, são funcionários do ex-guerrilheiro de um dos mais importantes movimentos da história da América Latina, o Tupamaros. Um dos homens se afasta da reunião e anuncia: “O presidente já vai receber vocês”. Ele atrasa vinte minutos em relação ao horário marcado, estava ajudando na obra da escola agrária que será erguida em seu terreno. Vestindo uma calça de agasalho da seleção uruguaia e uma chuteira de futebol de salão, nos convida para sentar na frente de sua casa. Nos sentamos em um banco feito por internos de um hospital psiquiátrico de Montevidéu, todo ele ornado com tampas de garrafas de refrigerante. O mesmo assento e espaço foi ocupado três dias antes, sob as mesmas condições, pelo rei da Espanha, Juan Carlos, que passou a tarde com o ex-presidente. No fundo da casa, a última das lendas se confirma. Está lá o automóvel azul, um dos poucos patrimônios do ex-mandatário uruguaio, seu Fusca. Ele defende a propriedade. “Por que eu vou querer andar mais rápido que 80 km/h? É um perigo. Não há impostos [do carro]. Por que andar mais rápido? Se vou morrer do mesmo jeito, que pressa eu tenho?” José Alberto Mujica presidiu o Uruguai de 2010 até o último dia 1º de março. Dois dias depois foi empossado como senador. Aos 79 anos, caminha com a tranquilidade de quem saiu do governo com 65% de aprovação e trouxe a mídia do mundo inteiro para dentro do país. Pelas ruas do Uruguai, já é tratado como um mito. “Ele é maior que o Papa”, diz um entusiasmada garçonete. Para uma jornalista, “toda utopia se torna verdade na boca de Mujica”. Na posse de seu sucessor na presidência uruguaia, Tabaré Vázquez, bandeiras da Colômbia,Argentina e Brasil com os mesmos pedidos, que Mujica “assuma” os países vizinhos. “Estou aqui porque ele nos inspira a querer ter uma vida mais humana, combatendo o capitalismo e ajudando os mais pobres”, afirma a mulher que carrega a bandeira do Chile. Em entrevista exclusiva à Fórum, Mujica dispara contra o consumismo e mostra como se tornou um dos grandes oradores contemporâneos, com discursos que arrebatam a juventude pelo mundo. “Quando você vai comprar algo, não paga com dinheiro, paga com o tempo de sua vida que teve que gastar para ter esse dinheiro. Todavia, se tem muito dinheiro, tem que gastar tempo em controlá-lo e [cuidar para] que não te roubem. E, ao final, és um pobre escravo que já não tem tempo para viver”, filosofa o ex-guerrilheiro, que se casou com uma companheira de luta, hoje senadora pelo Uruguai e favorita às eleições municipais de Montevidéu, Lucía Topolansky. Mujica, que ficou preso por 14 anos durante a ditadura militar uruguaia, empreendeu durante seu governo mudanças profundas no sistema do país. O agora senador conduziu o Uruguai para a esquerda e tornou possível a concretização de pautas históricas relacionadas a direitos civis, como a despenalização do aborto, a regulamentação da produção e venda da maconha, a Lei de Meios e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Reconhecemos o matrimônio igualitário porque acontece em todo mundo e é estúpido não reconhecê-lo. Tratamos de combater o narcotráfico pela via da regulamentação do mercado, não que estejamos de acordo com o consumo de droga. Porém, pior que a maconha, é o narcotráfico... Esse critério, tratamos de abrigar em todas as políticas, reconhecer a realidade, por mais que não te agrade, porque reconhecê-la é tratar de retirar os efeitos negativos que aquela realidade pode ter. Olhe, isso nem é de esquerda, isso deveria ser o senso comum”, afirma Mujica. Confira, na íntegra, a entrevista com o líder político uruguaio, que faz parte do "Bora para o Uruguai", projeto que viabilizou a viagem de Fórum ao país com o apoio de leitores da publicação.

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